Resumen
Los estudios sobre movilidad urbana han ganado relevancia en la Demografía, considerando los desplazamientos diarios que no implican cambio de residencia – realizados por trabajo, estudio, salud, compras y ocio. Estos patrones están influenciados por el modo de transporte y por las características de los individuos y de sus hogares. El artículo investiga cómo tales patrones revelan vulnerabilidades en determinados grupos, analizando tres aspectos: tiempo de desplazamiento, desplazamiento por trabajo y modo de transporte. Utilizando datos de la PNAD (1988–2015) y de las Encuestas OD (2002 y 2012) en la RMBH, se verificó que el tiempo de desplazamiento aumenta significativamente con la edad, mientras que el efecto del período es casi nulo. Los análisis espaciales evidencian una descentralización de los flujos, con Belo Horizonte perdiendo parte de su centralidad en la captación de mano de obra, y señalan inequidades de movilidad relacionadas con ingresos, escolaridad, edad, situación laboral y género.
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